O ESTRESSE NA ENFERMAGEM
August 16, 2008
A profissão de enfermagem foi considerada freqüentemente na literatura como uma ocupação particularmente estressante, caracterizada pelas contínuas demandas físicas e emocionais que os profissionais recebem de seus pacientes.
Este artigo foi redigido pela equipe de monografia e pesquisa para monografias AD, que realizou uma monografia relacionada ao impacto do estresse na enfermagem. Nossa equipe acredita que cada monografia realizada sobre o tema serve para conscientizar sobre a necessidade de modelos de trabalho mais saudáveis.
Os enfermeiros/as se enfrentam habitualmente à morte e à dor, a múltiplos problemas relativos a sua tarefa, a desajustes organizacionais e não é estranho que se vejam envolvidos em situações difíceis, obrigados a tomar decisões de responsabilidade em situações críticas para as quais em alguns casos somente contam com informação ambígua e incompleta. Este aspecto é sempre abordado em monografias e outras bibliografias sobre o tema
Propôs-se que as fontes de estresse e do desgaste profissional ou burnout dentro desta profissão podem englobar-se em duas grandes categorias: a relação e o contato direto com os pacientes e os fatores administrativos e organizacionais. Enquanto alguns autores propuseram a relação direta com os pacientes como a fonte mais decisiva do desgaste profissional nesta profissão, outros destacam principalmente a importância das variáveis trabalhistas e organizacionais na etiologia desta síndrome caracterizada pelo esgotamento emocional, a despersonalização e a realização pessoal.
A literatura mostra resultados que apóiam ambos os tipos de fatores. Assim, é possível encontrar como fontes do desgaste profissional fatores de tipo organizacional como a sobrecarga trabalhista, o escasso apoio social, a comunicação pobre, as contínuas mudanças no meio trabalhista, a excessiva responsabilidade que implica seu trabalho, os conflitos com os médicos, o conflito e a ambigüidade de papel,e, pela outra parte, fatores relativos às demandas emocionais excessivas dos pacientes e seus familiares, etc.
Com respeito às conseqüências derivadas da síndrome do desgaste profissional, podem assinalar-se repercussões a nível individual e organizacional, às quais se devem somar outras a nível macrossocial, relacionadas com os enormes custos financeiros, sociais e humanos associados ao estresse laboral.
É possível estabelecer diferentes conseqüências e sintomas a um nível individual:físicos, cognitivo-emocionais e comportamentais. Por sua importância, parece necessário ressaltar a elevada correlação que foi achada em alguns estudos entre o estresse e certas alterações de tipo cardíaco (palpitações, taquicardia, etc.).
Outra conseqüência da síndrome a nível individual é a deterioração da vida social e familiar do indivíduo, o que parece associar-se com um detrimento da qualidade das redes sociais e do apoio social recebido. A um nível organizacional se assinalaram problemas de absentismo, aumento de solicitações de traslado, incremento no número de rotações, diminuição da produtividade e eficácia do trabalho, perda do compromisso e envolvimento com a organização, etc.
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1.
marciaheloisa | August 19, 2008 at 2:18 pm
Adorei o blog, recomendo!
Atenciosamente Enfª Márcia