IMPACTO AMBIENTAL DA AGUA – VARIAVEIS – tema de monografia
April 12, 2008
Para a criação de peixes, ou o estudo do impacto ambiental aquático em cada ambiente, diversos padrões de estudo e avaliação devem ser adotados.
Artigo realizado pelo time de monografias em Biologia Ambiental – Monografia AD
Cada espécie aquática tem limites de tolerância mais ou menos amplos ainda que seu desenvolvimento ótimo se dá dentro de uma faixa mais estreita, como sucede com o crescimento; o aumento da taxa metabólica com a temperatura; enquanto que em valores baixos os peixes de águas quentes, como os amazônicos, diminuem sua taxa de crescimento, chegando inclusive a paralisar-se.
Na respiração dos peixes a temperatura influencia indiretamente, ao condicionar a concentração de oxigênio dissolvido na água, pois estão relacionados inversamente.
Assim se observa em água pura, que a 0 C a concentração de oxigênio dissolvido é de 14,62 mg/l, 9,17 mg/l a 20 C, e 7,63 mg/l a 30 C.
Os peixes não chegam a atingir a fase adulta nem a desovar se a temperatura da água não é a adequada. As águas quentes requerem temperaturas maiores que 20 C. Os ambientes onde costumam desovar os peixes amazônicos (Colossoma, Piaractus, Brycon, Prochilodus, etc.), têm temperaturas que variam entre 25 e 32 C.
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O tempo de maturação final dos ovócitos, bem como da incubação se reduz com o incremento de temperatura, por isso é importante registrar a cada hora durante o processo de reprodução induzida. Pode-se modificar a temperatura da água do tanque, aumentando ou diminuindo o volume da água de alimentação, que pode diminuir ou incrementar a temperatura respectivamente; isto é óbvio desde que a água da fonte sempre será mais fria que a do tanque, que por sua grande superfície, recebe maior radiação solar, esquentando-a.
Devido à estratificação termal da coluna de água de um tanque, em que águas mais quentes estão na superfície, pela insolação e águas mais frias no fundo; é possível elevar a temperatura da água de um tanque eliminando a água do fundo, mediante um sistema de tipo Herrguth que tira água fria do fundo e o compensa por água da fonte que entra pela superfície, que comparativamente tem maior temperatura.
TRANSPARÊNCIA
A transparência ou clareza da água permite maior ou menor penetração da luz, fator indispensável para o desenvolvimento dos organismos verdes (algas), início da produção biológica no tanque.
A presença de algum grau de turvação da água se deve ao material em suspensão, mineral ou orgânico. Limita a penetração da luz diminuindo a transparência, e, portanto, a produção primária. No entanto, a turvação causada pelo plâncton é uma condição desejada, ao invés da produzida por partículas em suspensão, como as de argila ou outras substâncias húmicas coloidais que podem se colar às brânquias, reduzindo a superfície respiratória das lamínulas branquiais.
Por outro lado a turvação afeta a habilidade dos peixes para prender o alimento, perdendo-se no fundo e incrementando ao mesmo tempo o material orgânico, cuja decomposição exige maior quantidade de oxigênio dissolvido.
Uma anotação útil em piscicultura é o “ponto de compensação”, profundidade à qual se encontra 1% da luz incidente na superfície da água. Este ponto limita a zona eufótica ou zona produtiva, na qual a taxa de fotossíntese excede à taxa respiratória, e que varia entre 0,5 a 1,0 m de profundidade.
A transparência se mede mediante o “disco de Secchi”, consistente num disco metálico de aproximadamente 30 cm de diâmetro, pintado de preto e branco alternado em quatro seções, que leva uma corda calibrada sujeita ao centro de uma face, que permite medir a que profundidade desaparece da vista, sendo este dado o registrado como medida da transparência.
A turvação elevada por causa de material em suspensão, pode diminuir adicionando sulfato de alumínio (AlSO4) ou “alumina”, que precipita o material clareando a água. Algumas plantas aquáticas (Salvinia, Pistia e Eichornia) clareiam também a água.
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1.
Daniela | September 23, 2008 at 4:39 pm
Queria saber um pouco mais sobre O Impacto ambiental da água, pois quero fazer uma monografia sobre esse assunto! Obrigada.
2.
VIVIANE GOMES | January 19, 2009 at 8:41 pm
Ola, me interessei sobre o tema e gostaria de saber um pouco mais.
obrigado
Viviane