RISCO X PERIGO – tema para monografias e tcc

March 4, 2008

As sociedades modernas diferenciam-se das pré-industriais, em função da distribuição de seus riscos.

Fundamentalmente, trata-se da distinção entre “sociedade de risco” e “sociedades de perigo”. Desta forma, aquelas coletividades pré-industriais se identificam claramente ao predominar nelas as situações de perigo frente às de risco.

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No entanto, as sociedades ocidentais atuais (pós-industriais) vieram-se determinando quanto ao alcance global de seus riscos. Mas, qual é a diferença entre um e outro conceito?

Em ambos os casos se trata da possibilidade futura de receber dano ou prejuízo algum devido a uma situação concreta. O perigo normalmente surge de forma natural e objetiva sem necessidade de intervenção humana, além de que, pelo geral é suscetível de ser observado diretamente, sem mediação alguma.

O risco, ao contrário, desprende-se de forma direta de uma atuação humana. Isto é, a diferença estriba, fundamentalmente, numa “questão de atribuição ou imputabilidade”(López Cerejeira e Luján;2000: p.23).

 O risco é a percepção social do perigo; trata-se, portanto, de uma questão subjetiva (o que para alguns é um grave risco para outros é perfeitamente assumível) e se precisa de um intermediário especializado para fazê-lo reconhecível.

As decisões dos indivíduos derivam em riscos devido às características da sociedade moderna, na qual as pretensões de domínio racional de seus atos não são cumpridas, senão que em realidade as conseqüências escapam todo o possível de tal controle instrumental, aspectos tratados, entre outros, por autores como Adorno ou Horkheimer.

Beck argumenta que, ao contrário dos perigos incontroláveis, frutos de uma natureza alheia por completo ao ser humano, e característicos das sociedades pré-modernas; na atualidade existe um novo caráter que radica em sua simultânea construção científica e social. O qual quer dizer que a ciência se converte, ao instrumentalizar-se ao serviço do homem, em causa, instrumento de definição e fonte de solução de riscos.

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Do mesmo modo, a não prevenção (e inclusive a mesma prevenção) tecno-científica, política, econômica ou individual de um perigo se converte necessariamente num risco ao introduzir-se a variável humana da ciência.

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